sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

CARTA ESCRITA POR BON SCOTT EM 1978 SERÁ LEILOADA

Uma carta escrita por Bon Scott em 1978 para sua cunhada Valerie será vendida em um leilão. O valor inicial é de $6500.
Ele fala sobre a gravação do primeiro álbum ao vivo da banda, turnês exaustivas, problemas financeiros e do o estado de saúde de Phil Rudd.
Atualização: O lance final foi de $9831


Leia a integra.


 Oi, Valerie. Como você pode ver, hoje Bon está em Down Town Pitsburgh. Acabei de chegar da costa oeste, onde fiquei alguns dias em Los Angeles fazendo o Midnight Special [programa musical da NBC]. Ontem, fui ver a nova banda de Doug tocando em um lugar chamado La Cantino El Paso que fica em Long Beach, e nossa, ele me fez rir demais.
Ele está tocando muito bem e cantando como um pássaro. Não sei se ele chegou a te falar, mas liguei para ele há algumas semanas para ver se ele poderia substituir Phillip por um tempo… porque o Phil teve um pequeno colapso nervoso e precisou passar pelo psiquiatra por um bom tempo.
Foi muito ruim, mas felizmente ele superou isso rápido o suficiente para não incomodar a banda. Nós tivemos que tratá-lo com luvas de pelica por um tempo, mas ele está bem agora. É uma pena, mas não vou descer [para a Austrália] por pelo menos dois ou três meses.
O resto desta etapa da turnê vai acontecer na região da Pensylvania e N.Y., mas mesmo não te vendo, não significa que te esqueci. Eu sei que sou muito preguiçoso quando se trata de cartas e telefonemas, mas eu estou sempre viajando ou bêbado ou de ressaca ou … ou … hoje eu estou tremendo tanto que mal consigo escrever, mas eu tinha a intenção de te escrever já faz algumas semanas, então hoje eu estou fazendo isso.
Eu tive que parar de fazer ligações quando fiquei muito no vermelho em relação a dinheiro. Já estou ganhando cerca de $130 nesta semana, mas há duas semanas eu estava devendo à banda quase $70 no dia do pagamento. Isso é loucura.
Mas estar louco é a única maneira de manter minha sanidade, entende o que quero dizer? Nós trabalhamos muito desde a última vez que eu te vi que tudo parece um borrão da porra.
Devo ter viajado pra cima e pra baixo desse país um milhão de vezes e eu estou começando a me sentir e parecer um pouco abatido.
Eu gostaria de me hospedar em um sanatório por um mês, mas depois dessa turnê vou direto para a Europa e Inglaterra por um mês e depois de volto para o inverno no final de ano. Então da próxima vez que você me ver, poderá ser em uma ala geriátrica.
Meu cabelo parece um busby [chapéu alto de pele usado por guardas], mas eu vou deixá-lo crescer e ser um hippy novamente por um tempo. Eu sei que estou fazendo parecer que a vida está difícil no momento, mas eu não estou reclamando porque há sempre bons momentos e estamos vendendo muitos discos e fazendo as pessoas felizes, então não pode ser tão ruim assim.
Vou para casa de mamãe no final do ano e passar um mês na praia antes de voltar pra tudo isso de novo.
Oh, finalizamos o nosso álbum ao vivo faz algumas semanas em Nova York. Eu tive que regravar cerca de cinco shows, porque os vocais não ficaram tão bons em relação ao som, porque tinha muito vazamento dos sons das guitarras e outras coisas.
Eu estava bem, e o som excelente. As árvores de natal ficarão muito bonitas como ele pendurado.
Não sei quando será lançamento, mas vou tentar conseguir uma cópia especial pra você. Acho que eles vão lançá-lo em vinil vermelho, embora eu o prefira em platina.
Tenho que ir, querida. Acabei de ganhar uma ligação de meia hora e tenho que telefonar para Nova York. Eu adoraria receber suas novidades antes de eu sair dos Estados Unidos. Diga oi para a família por mim … e como está a mamãe … Diga a ela que Bon mandou oi. / Te amo Valerie / Bon X ”

Fonte: AC/DC Brasil


quinta-feira, 28 de julho de 2016

AC/DC: HIGHWAY TO HELL, E SUAS FOTOS!

AC/DC: As fotos do álbum “Highway to Hell”

Ao contrário da história que vemos em diversos livros, blogs e sites de notícias, as fotos para o álbum Highway to Hell não foram tiradas em uma única sessão em 1979, mas sim em duas sessões: uma em dezembro de 1977 e outra em junho de 1979 pelos fotógrafos Earl Steinbicker e seu sócio, Jim Houghton.

Leia o relato escrito por Steinbicker sobre as fotos

 

“Era final da primavera de 1979 em nosso estúdio em Nova York. Eu já tinha decidido deixar o ramo de fotografia e partir para uma nova aventura: produzir guias de viagens. Mas eu ainda continuaria como sócio do estúdio. Na época o meu sócio Jim Houghton e seu assistente estavam cuidando da parte da fotografia e eu cuidava dos assuntos administrativos. Um dos nossos melhores clientes era a Atlantic Records, para a qual nós havíamos feito dezenas de capas de álbuns durante os anos. Mas daquela vez o diretor de arte deles, Bob Defrin, tinha uma nova e importante tarefa pra nós.
Foto original em P/B da capa "Highway to Hell"
Foto original em P/B da capa “Highway to Hell”

A banda australiana de hard rock, AC/DC, estava prestes a fazer grande sucesso nos EUA, e eles estavam precisando de uma capa de verso para o seu novo álbum, Highway to Hell. Por falar nisso, é importante observar que o nome da banda faz referência aos tipos de corrente elétrica, e também à alta voltagem de suas apresentações ao vivo – não é no sentido [conspiratório] que algumas mentes doentias pensam.
A capa frontal do álbum tinha sido feita por nosso estúdio há cerca de um ano antes para o álbum Powerage. No final das contas, uma capa diferente foi usada naquele disco. A foto com os chifres que havia sido tirada em dezembro de 1977 foi usada na capa do Highway to Hell em 1979.


Minha contribuição para essa capa foi estritamente para a iluminação, a qual eu criei na medida dando destaque ao fundo cinza para separá-los mantendo uma sensação sombria. Os chifres da cabeça do guitarrista Angus Young foram adicionados à foto só mais tarde, bem como o rabo demoníaco. Agora aqueles caras estavam realmente sombrios, mas na verdade era prazeroso trabalhar com eles!
Jim fez a foto num filme [Kodak] Ektachrome com uma câmera Hasselblad 500EL equipada com uma lente Planar de 80 mm, usando um único estroboscópio da Balcar no estúdio, uma sombrinha refletora e um gerador da Calumet.
A capa do verso do álbum Highway to Hell foi tirada em 1979, e envolveu planejamento e arranjos elaborados. Acertamos de ir fazer as fotos à noite numa estrada escura com uma fumaça derivada das chamas do inferno ao redor deles. A questão era: como é que encontraríamos uma estrada abandonada próximo à Manhattan?
Claro, encontramos na Staten Island. A equipe de Produção de Filmagens da Prefeitura nos ajudou com o agendamento e também fecharam o local para fazermos uma seção privada naquela rua – que na época estava passando por reformas e ampliação.
Naquela noite, embarcamos numa van alugada e fomos para o Brooklyn. Passamos pela Ponte Verrazano-Narrows até a inacabada West Shore Expressway. Os integrantes da banda ficaram todos contentes em ver esses famosos lugares durante o percurso.
A iluminação da Balcar e a uma máquina de fumaça alugada foram alimentadas por nosso gerador da Honda. Jim usou várias câmeras; para a foto final foi provavelmente uma Nikon F2 equipada com um filme Tri-x B&W. Embora a foto possa dar uma enganada e parecer que a cor foi convertida para parecer uma foto em fullframe do filme da B&W, eu acho que nós deveríamos ter usado mais luz por trás da fumaça.
Foto da capa do álbum "Highway to Hell"
Foto da capa de verso do “Highway to Hell” tirada em junho de 1979

quarta-feira, 27 de julho de 2016

AC/DC: HIGHWAY TO HELL, UM ÁLBUM SECULAR!

Hoje o disco "Highway to Hell" completa 37 anos!
Este foi o último trabalho de Bon Scott, antes de sua morte em fevereiro de 1980. Foi a primeira produção de Robert John "Mutt" Lange com o AC/DC.
"Highway to Hell" colocou a banda definitivamente entre as favoritas nos EUA.








segunda-feira, 11 de julho de 2016

BON SCOTT, 70 ANOS! WE SALUTE YOU!

Em 09/07/1946: Nasce Bon Scott (AC/DC)
Ronald Belford Scott (Kirriemuir, 9 de julho de 1946 — Londres, 19 de fevereiro de 1980), mais conhecido pelo nome artístico de Bon Scott, foi um cantor escocês que ficou mundialmente conhecido por ser vocalista e compositor da banda de rock AC/DC de 1974 a 1980.

Iniciou sua carreira com a banda The Spektors, logo depois formando The Valentines, onde conhecera seu amigo Vince Lovergrove, que trabalharia em seu próximo projeto o Fraternity; logo após a separação do grupo, integrou o AC/DC onde lançou sete discos, vindo a falecer logo após o lançamento do álbum Highway to Hell, que os alçou à fama mundial.

Considerado por muitos fãs como insubstituível, Bon Scott é até hoje, apesar de tudo que Brian Jonhson fez pela banda, o único vocalista que o AC/DC já teve em toda sua história. Atitude Rocker, Jeito Rocker, enfim, se o AC/DC tem uma figura que simboliza a banda, sem sombra de dúvidas que essa figura é BON SCOTT.

Depois da sua morte foi substituído por Brian Johnson.